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Você sonha ser

Mãe?

Nós preparamos para você, futura mamãe, um material especial que certamente te ajudará em todas as fases que envolvem o processo da gestação. Vamos juntas?

Saiba que o futuro da saúde de seu filho se inicia antes mesmo da gestação…

Pré-concepção

O período da pré-concepção é uma fase decisiva e extremamente importante.

Genética

Seu gene carrega a arma e seu estilo de vida pode ser o gatilho.

Mãe obesa

Mãe obesa aumenta o risco em 3 vezes do filho ter obesidade na infância.

Nutrientes

Deficiência de nutrientes pode aumentar o risco de malformações fetais.

Vitamina D

Deficiência de Vitamina D influencia na função reprodutiva.

Hiperglicemia

Existe uma relação entre hiperglicemia materna e crianças com autismo.

Tabagismo

Está relacionado a redução da função ovariana.

Álcool

Está relacionado a redução da função ovariana.

Cafeína

Está relacionado a redução da função ovariana.

MUITO IMPORTANTE !!!

Monitore sua tireóide!

Alteração da função tireoidiana é causa de grande parte dos abortos.

Qual futuro você
quer para seus filhos?

Da saúde ou da doença?

Vamos juntas cuidar de você e da sua futura geração?

Para atingir a meta, você precisará:

Preparar o terreno fértil:

Estilo de vida saudável dos pais antes da concepção – Suplementaçöes, ajustes metabólicos, exercício físico, adequar alimentação; reposição de nutrientes e micronutrientes.

Plantar com raízes sólidas:

  • Fecundação, epigenética, passar o melhor material genético possível;
  • Gerar um embrião saudável;
  • Material epigenético e genético dos pais é passado para as 3 gerações seguintes , ou seja o que vc faz hoje atingirá a saúde de seus netos.

Regar com bons nutrientes:

Durante a gestação manter uma alimentação saudável, atividade física, tranquilidade, boa qualidade do sono, reduzir nível de stress e usar os suplementos indicados pelo seu médico.

Acompanhamento Gestacional

A gente é o que a gente planta …

Cuidar do crescer e desenvolver saudáveis é a chave para prevenção de doenças no futuro. 

Não é escolha da natureza a saúde de seus filhos … grande parte depende de você. Faça sua parte. 

Dra. Carolina Meireles

Endocrinologia | Metabologia | Medicina Preventiva

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Você sonha em ser mãe?

A famosa frase de Hipócrates “nós somos o que comemos” foi reforçada com os conhecimentos atuais sobre a influência que a nutrição materna durante a gestação poderia exercer no desenvolvimento futuro do feto. Atualmente, podemos dizer que “nós somos o que nossas mães comeram”, demonstrando a estreita relação entre o aporte nutricional intrauterino e o desenvolvimento do indivíduo ao longo da vida. Os padrões de dieta podem relacionar-se com diversas condições patológicas ao longo da vida, tais como hipertensão arterial crônica, Diabetes Mellitus (DM), doenças cardiovasculares, obesidade, entre outras. *Trecho retirado do livro: “Além da Nutrição - Abran 2019”.

Durante a gestação, a relação entre nutrição materna e o desenvolvimento embrionário e fetal aparece em evidência sobre vários aspectos, seja de forma protetora ou agravante de situações de risco, como pré-eclâmpsia, diabetes mellitus gestacional (DMG) e prematuridade. Alimentação saudável, equilibrada e, principalmente, suplementada em macro e micronutrientes de acordo com a necessidade de cada mulher, torna-se elemento importante na assistência pré-natal e deve exigir o máximo empenho dos médicos e nutricionistas.

A responsabilidade de gerar uma criança saudável é dos pais e não apenas só da mãe. De fato, se considerarmos que o embrião é formado a partir dos gametas masculino e feminino, é justo acreditar que a saúde do pai e da mãe influencie a qualidade e funcionalidade dos genes que serão transferidos à criança. Os estudos realizados em humanos nesse período pré-concepcional apontam, de uma maneira geral, para um incremento na fertilidade e saúde do concepto sempre que pai e mãe apresentam boa condição nutricional. Levando em conta os dados brasileiros de elevadas prevalências de deficiências da ingestão de micronutrientes, a ideia de recomendar a suplementação ao casal que decide engravidar deve ser sempre considerada e avaliações laboratoriais devem ser realizadas, afim de nortear essa prescrição.

Cafeína

Uma das substâncias que mais se consome no mundo, inclusive pelas gestantes, é a cafeína. A cafeína não é encontrada apenas no café, mas também nos refrigerantes de cola, nos chás, chocolates e algumas medicações. Cerca de 95% das mulheres grávidas ingerem cafeína, seja através da alimentação ou através de medicação. Há evidências de que o alto consumo de cafeína pela mulher durante a gestação pode aumentar as chances de o bebê nascer antes do tempo, com baixo peso, maior risco de aborto tardio até mesmo pré-disposição ao desenvolvimento de leucemias em crianças. A cafeína pode atravessar facilmente a barreira placentária e influenciar no crescimento e desenvolvimento das células fetais, comprometer o suplemento fetal de oxigênio e alterar as instruções de replicação celular, podendo fazer com que o bebê nasça com anormalidades.

E para as futuras mamães , que ainda estão programando uma gestação, a dose também deve ser reduzida, já que a cafeína interfere na saúde do óvulo e do espermatozóide e reduz a atividade muscular nas trompas que levam os óvulos dos ovários até o útero, o que diminuiria a chance de a mulher engravidar.

As recomendações seriam:

Antes de engravidar - 100 mg de cafeína ou 200 ml ao dia.
Na gestação - 50 mg de cafeína ao dia (no máximo).

Álcool

Não existe uma dose limite pré-estabelecida para a ingestão do álcool pela gestante que não prejudique o bebê. O álcool é uma substância com livre passagem pela placenta e, portanto, livre passagem para o feto. O fígado do bebê que está em formação metaboliza o álcool duas vezes mais lentamente que o fígado da sua mãe, isto é, o álcool permanece por mais tempo no organismo do bebê do que da sua mãe.

O aborto espontâneo e o trabalho de parto prematuro, assim como outras complicações da
gravidez, também estão relacionados com o uso do álcool, mesmo em quantidades menores. O risco de aborto espontâneo quase dobra quando a gestante consome álcool. Os prejuízos causados no feto pelo álcool podem causar problemas de comportamento, falta de crescimento e retardo mental, dependendo da fase da gravidez e também da quantidade de álcool ingerido.

A Organização Mundial da Saúde estima que a cada ano 12 mil bebês no mundo nascem com a Síndrome Fetal do Álcool ou Síndrome do Alcoolismo Fetal (SAF) ou 2,2 de cada mil
nascimentos vivos.

Síndrome do Álcool - A SAF é a conseqüência no feto do consumo de álcool durante a gravidez e é irreversível. Caracteriza-se por retardo no crescimento intra-uterino, retardo do
desenvolvimento neuropsicomotor e intelectual, distúrbios do comportamento (irritabilidade e hiperatividade durante a infância), diminuição do tamanho do crânio (microcefalia),
malformações da face como nariz curto, lábio superior fino e mandíbula pequena, pés tortos, malformações cardíacas, maior sensibilidade a infecções e maior taxa de mortalidade neonatal.

Por vezes, o bebê ao nascer não apresenta algum defeito físico, mas alguns sintomas podem não serem óbvios até que o bebê complete entre 3 e 4 anos.

Portanto na gravidez a recomendação é álcool ZERO!

Tabagismo

O tabagismo atua negativamente nas diferentes fases da reprodução, por ação direta de seus principais componentes tóxicos, a nicotina e o monóxido de carbono. Reduz a taxa de fertilidade, compromete a duração da gestação e o peso do concepto. Também diminui a produção de leite da nutriz fumante e o tempo de lactação, comprometendo o ganho de peso da prole, por mecanismos ainda não bem compreendidos, nos quais a prolactina pode estar envolvida. Logo quem planeja uma gravidez deve abandonar o hábito no mínimo três meses antes de engravidar.

O tabagismo afeta tanto a saúde feminina quanto a masculina. O hábito pode alterar no homem a produção e também aumentar a fragmentação do DNA dos espermatozoides, como se eles tivessem menos energia para fertilizar os óvulos. Além, claro, do maior risco de abortamento.

E as mulheres que fumam também não estão ilesas, já que o hábito modifica a nutrição sanguínea do útero. O cigarro diminui o tempo de vida reprodutiva , adiantando a menopausa em até cinco anos em relação aquelas que não fumam. E diferente do que algumas pessoas acreditam, diminuir a quantidade diária de cigarros não é uma alternativa porque, mesmo assim, as consequências são negativas. Fumar na gestação faz com que os vasos da placenta sejam contraídos, diminuindo o fluxo sanguíneo que o bebê recebe quando ainda está dentro do útero. Além disso, aumenta a chance de partos prematuros, dos bebês nascerem abaixo do peso, de ocorrer descolamento de placenta e, consequentemente, do óbito fetal.

Hiperglicemia de Autismo

Em 2000, tínhamos 1 criança diagnosticada com espectro autista a cada 150. Em 2014, esse número aumentou para 1 criança a cada 59, segundo dados do CDC. A etiologia é em grande parte desconhecida e provavelmente multifatorial. Os trabalhos recentes avaliam estudos que relacionam autismo a hiperglicemia. O diabetes materno, se não for bem tratado, significa hiperglicemia no útero, que aumenta a inflamação uterina , o estresse oxidativo e a hipóxia e pode alterar a expressão gênica. Isso pode atrapalhar o desenvolvimento do cérebro fetal, aumentando o risco de distúrbios do comportamento neural, como o autismo. Crianças nascidas com HBA1C de pelo menos 6,5 % tiveram quase o dobro de probabilidade de receber um diagnóstico de autismo nos primeiros quatro anos de vida do que os filhos de mães com HBA1C abaixo de 5,7 %.

Fonte: Endocrine Today junho/2019.

Vitamina D

Dependendo dos pontos de corte utilizados, estima- se que 1 bilhão de pessoas sofram de insuficiência ou deficiência de vitamina D, fazendo dessa deficiência um dos distúrbios nutricionais mais frequentes no mundo. No Brasil, embora a maioria da população resida em regiões de adequada exposição solar, a hipovitaminose D persiste como problema de saúde pública e não se restringe a idosos e mulheres durante a menopausa, mas também acomete grávidas, crianças e adolescentes, especialmente aqueles com obesidade. Estudos têm relacionado essa deficiência a outros desfechos negativos, tais como o risco de abortamentos de repetição, pré-eclâmpsia, diabetes mellitus (DM), baixo peso ao nascer e depressão perinatal.

Embora definida como vitamina, essa substância é, conceitualmente, um pró-hormônio. Não é nenhuma novidade que a vitamina D é essencial para a formação dos ossos do bebê, que ocorre a partir da 12ª semana de gestação. O que um novo estudo apontou é que os níveis dela podem ser importantes bem antes disso, na pré-concepção. O trabalho, conduzido pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, analisou amostras de sangue de mais de 1100 mulheres com idades entre 18 e 40 anos que estavam tentando engravidar, mas já haviam perdido um ou dois bebês. Mais da metade delas exibiam níveis insuficientes de vitamina D, abaixo de 30 ng/ml, enquanto o time que estava acima desse limiar tinha 10% de chances a mais de engravidar e um risco 15% menor de aborto. O trabalho mostra que a vitamina D pode até ser mais importante antes de engravidar do que depois, e que sua dosagem pode ser parte do planejamento da mulher que deseja engravidar.

Nutrientes

A avaliação da suplementação de macro e micronutrientes deve ser realizada ainda no período da pré-concepção. Cada indivíduo é único, tem uma alimentação e um estilo de vida diferentes e por isso a escolha da suplementação deve ocorrer de forma completamente individualizada.

Temos que manter o equilibrio de cada nutriente, tanto a falta como o excesso podem ser danosos para mãe e bebê. Nos períodos de pré-concepção, gestação e amamentação, há maior risco de carências por aumento na demanda de nutrientes, seja para a gestante, que irá formar o feto e depois amamentá-lo, seja para o feto que tem elevada taxa de crescimento. Alguns grupos merecem particular atenção durante a gravidez, incluindo: adolescentes; mulheres com restrições alimentares; mulheres que foram submetidas a cirurgias bariátricas e portadoras de doenças crônicas. As vegetarianas devem ser avaliadas individualmente, uma vez que o tipo de dieta adotada impacta nas carências que podem estar presentes. De qualquer modo, na ausência da ingestão de carne, deve-se dispensar atenção especial a ferro, zinco, DHA, ácido fólico e vitamina B12. Outro grupo de atenção são as mulheres que engravidam após a cirurgia bariátrica, quadro bastante frequente devido à retomada dos ciclos ovulatórios depois do emagrecimento.

Nesses casos, deve-se considerar a necessidade de ferro, zinco, ácido fólico, cálcio, tiamina (vitamina B1), vitaminas B12 e D, com monitoramento laboratorial constante.

A suplementação de micronutrientes traz impactos positivos em alguns quadros comuns na realidade brasileira. Em relação à prevenção da prematuridade, alguns estudos mostram efeitos benéficos do uso da suplementação com zinco pela gestante. Já em relação ao DHA, revisão recente da Cochrane evidenciou redução de quadros de prematuridade com uma ingesta adequada deste lipídeo. A pré-eclâmpsia também tem sido foco de atenção em relação à sua possível prevenção com uso de antioxidantes, como vitaminas C e E, cobre, selênio, zinco e magnésio. Inúmeras linhas de pesquisa buscam melhores perspectivas e diretrizes fundamentadas, que direcionem a suplementação de nutrientes durante os períodos de pré-concepção, gestação e lactação. Além dos relatados, outros nutrientes e ingredientes, como os prebióticos e probióticos, são alvo de estudos relativos a suplementos alimentares para esses períodos, particularmente quando o foco é o sistema imune da mãe e do filho.

Zinco

O zinco é fundamental para garantir boa qualidade dos gametas, tanto do homem quanto da mulher. Considerando especificamente o zinco, seu papel como cofator da metilação do DNA e suas propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes reforçam sua suplementação no período pré-concepcional.

Ferro

O ferro participa fundamentalmente da produção da hemoglobina, assim como está
envolvido em dezenas de reações metabólicas, particularmente aquelas ligadas ao sistema nervoso central. Na gestação e lactação, ocorre aumento da necessidade de ferro e a ingestão no Brasil é sempre deficiente, especialmente se considerado o ferro de alta biodisponibilidade. A deficiência de ferro é uma das principais causas da alopecia pósparto na mãe; no lactente, está fortemente relacionada à redução do desenvolvimento intelectual. Portanto, a suplementação de ferro deve ser prescrita à gestante e lactante rotineiramente.

Iodo

O iodo é fundamental para a função tireoidiana. No Brasil, sua deficiência não representa grande preocupação, devido à fortificação do sal. No entanto, mulheres que consomem sal não iodado e aquelas com elevada restrição de sódio devem ser suplementadas.

O ácido docosahexaenóico (DHA)

É um ácido graxo essencial, do tipo ômega 3, que deve ser obtido através da ingesta
alimentar ou suplementar, já que o organismo não tem a capacidade de sintetizá-lo. Ele é fundamental para os desenvolvimentos neurológico, cognitivo e visual do feto e do recém- nascido durante a lactação. Mulheres que consomem regularmente peixes ricos desse nutriente não preci- sam de suplementação. Todavia, no Brasil, o consumo desses peixes é irregular. Sendo assim, recomenda-se a suplementação da gestante e da lactante brasileira.

Esses são alguns exemplos, mas a prescrição sempre deverá ser individualizada, não esquecendo que o equilíbrio na alimentação e seguimento com nutricionista especializada é de fundamental importância nessa etapa da vida.

Mãe Obesa

Os estudos mostram que o ganho de peso exagerado da mãe durante a gravidez contribui para que o bebê tenha maior risco de ser obeso no futuro. É como se o risco de obesidade não se transmitisse apenas pelos genes, mas também pelo ambiente intrauterino - ou seja, pelo o que a mãe consumiu durante os nove meses. Esqueça aquela velha história de comer por dois. Bom senso, comer um pouco de tudo e não exagerar são regras fundamentais em qualquer fase da vida. Tenha um acompanhamento de um nutricionista para uma orientação adequada.

Genética

Os bebês também são uma junção de metade da carga genética da mãe com a outra metade do pai. O óvulo carrega 23 pares de cromossomos que vão se unir aos 23 pares existentes no espermatozoide, dando à criança todas as suas características físicas e biológicas. Os 46 pares de cromossomos herdados dos pais carregam as informações que vão definir a cor e o formato dos olhos, dos cabelos, da pele, o fator sanguíneo e todas as características do bebê. Também são eles que carregam históricos que podem determinar se o bebê terá ou não alguma doença ou predisposição genética para desenvolver algum problema de saúde. Essas condições se formam ainda durante concepção. Algumas podem ser identificadas durante a gestação, outras podem levar anos para manifestar sintomas ou mesmo não se manifestarem. As doenças genéticas poligênicas podem se manifestar devido à combinação de diversos fatores ambientais e de estilo de vida, que se aliam a uma predisposição genética para o desenvolvimento de uma determinada condição de saúde. É o caso do diabetes, da hipertensão, de alguns tipos de câncer e de outras doenças crônicas. É comum ter várias pessoas de uma mesma família com essas doenças. No entanto, apesar de compartilharem um gene que facilita o desenvolvido dessas condições, elas podem ser evitadas com hábitos de vida mais saudáveis e, em alguns casos, um controle médico para diagnóstico precoce.